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O enfrentamento entre Trump e as cidades santuários

Nos EUA, as cidades santuários são bem conhecidas. As autoridades locais estabeleceram nessas cidades políticas mais tolerantes e menos discriminatórias com os imigrantes sem documentos.

Surgidas na década de 1980 foram, no começo, igrejas e grupos de apoio à imigração, que acolhiam as vítimas dos conflitos e ditaduras militares que se viviam em países da América do Sul e Central.

Com o passar do tempo, surgiram outras necessidades e o objetivo foi proteger os imigrantes sem documentos, diante do endurecimento das leis e ações contra eles, principalmente a partir dos atentados terroristas cometidos nos EUA em 11 de setembro de 2001.

As primeiras cidades que se converteram numa espécie de refúgios para imigrantes sem documentos foram Berkeley, na Califórnia, e St. Paul, em Minessota. Hoje em dia, se estendem por mais de 25 estados norte-americanos.

A chegada de Donald Trump à presidência em janeiro deste ano com suas políticas xenófobas e anti-imigração desencadearam um confronto entre essas cidades e o governo de Trump que qualificou os imigrantes como criminosos e violadores.

Trump ameaçou as cidades santuários, disse que tiraria delas a ajuda federal se não acatassem suas leis migratórias, medida que foi rechaçada pelos governos de Nova York, Los Angeles e Chicago, entre outros.

A União Americana de Liberdades Civis assinalou que a batalha do governo contra as cidades santuários nada tem a ver com a segurança pública, e sim com a intenção de levar adiante políticas hostis contra os imigrantes por todos os meios possíveis”.

O governo Trump busca que as autoridades e forças policiais das comunidades cooperem com os esforços de seu governo para rastrear, localizar e deportar imigrantes ilegais nos EUA.

As pretensões do governo foram criticadas e rechaçadas pelas autoridades das chamadas cidades santuários, muitas das quais recorreram à justiça para conter essa política xenófoba.

Nos últimos dias, duas cortes federais de San Antonio e Austin bloquearam temporariamente a entrada em vigor em Texas da lei dirigida contra esses lugares. A decisão suspende importantes partes da medida até que se resolva a questão de sua constitucionalidade.

Já em julho passado, um juiz de Califórnia se negou a dar luz verde à ordem executiva de Trump para bloquear recursos federais às cidades e condados que não colaborem com a campanha de deportação do presidente.

Apesar dos riscos financeiros que poderiam afetar programas sociais, as autoridades das cidades santuários disseram que vão continuar batalhando para manter suas cidades inclusivas.(María Josefina Arce)

 

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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