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Bloqueio dos EUA afeta sistema de saúde cubano

Nas quase seis décadas de Revolução, Cuba teve resultados notáveis no setor da saúde, reconhecidos por organismos internacionais, governos e especialistas na matéria. No ano passado, por exemplo, a mortalidade infantil foi de apenas 4,3 para cada mil nascidos vivos, uma das mais baixas do mundo. As crianças são vacinadas contra 13 doenças transmissíveis e, em 2015, Cuba tornou-se o primeiro país em erradicar a transmissão da AIDS e da sífilis de mãe para filho.

A vontade política do governo e a colaboração da população permitiram alcançar esses indicadores de saúde apesar da vigência do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA no começo dos anos 60, ainda vigente.

Numa audiência pública convocada pela Comissão de Saúde e Esporte do Parlamento e a Sociedade Cubana de Oncologia, revelou-se que de abril de 2016 a abril passado os prejuízos dessa medida unilateral de Washington na esfera de saúde pública ultrapassaram os 87 milhões de dólares. Isso significa um aumento de mais de quatro milhões a respeito dos danos registrados no período anterior.

Cabe destacar que se trata somente do aspecto material. A isso devemos somar os danos à saúde das pessoas e o impacto psicológico, difíceis de serem calculados.

Entre os efeitos negativos do bloqueio nesse setor estão as dificuldades para adquirir no mercado norte-americano medicamentos, reagentes, peças sobressalentes para equipamentos médicos, instrumentos e outros insumos necessários para o trabalho nos centros hospitalares e policlínicas. Essa situação obriga a comprá-los em países mais longínquos com preços mais altos.

Por causa dessa política hostil, Cuba não tem acesso a vários tipos de equipamentos ou tecnologias fabricados ou controlados exclusivamente pelos EUA.

Nesse contexto, para garantir o funcionamento do sistema de saúde, gratuito e universal, o Estado cubano dedica grande parte do orçamento a cobrir essas despesas, inclusas as adicionais geradas pelo bloqueio. Entre elas, o envio de pacientes a hospitais no exterior para receber tratamentos não disponíveis no país pela falta de de equipamentos ou produtos de origem norte-americana.

O informe revelado em Havana mostra que as autoridades dos EUA dificultam, também, o intercâmbio científico entre os dois países. No ano passado, especialistas cubanos não conseguiram visto para assistir nessa nação a um curso internacional de treinamento de profissionais relacionados com o tratamento do câncer.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA há mais de 50 anos tenciona negar aos cubanos o direito à saúde, estipulado na Constituição. Contudo, esse propósito desumano esbarra na disposição do governo de garantir a toda a população, sem exceções, o acesso à atenção e tratamentos nessa área vital. (M.J. Arce)

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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