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Trump, um pirômano no Oriente Médio?

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desatou os demônios no Oriente Médio com a absurda decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, posicionando-se, assim, contra a opinião da comunidade internacional e dos acordos de paz entre o governo sionista e as autoridades palestinas.

A medida do chefe da Casa Branca implica mudar a embaixada norte-americana de Tel Avive para a chamada Cidade Santa, um processo que poderia demorar anos, admitiram fontes do departamento de Estado.

É um assunto que vinha rolando há várias semanas e sobre o qual alguns presidentes, organizações e personalidades tinham advertido pensando nas graves consequências que poderia acarretar numa região do mundo inflamável, onde o fantasma da guerra sempre está rondando.

O secretário geral da ONU, Antonio Guterres, tinha convocado todos a serem prudentes em suas decisões, e seu enviado especial para essa região, Nickolay Mladenov, disse que o futuro de Jerusalém só pode ser negociado com Israel e Palestina lado a lado.

A China comunicou sua preocupação com a subida das tensões, e o chefe da diplomacia do Reino Unido, Boris Johnson, disse que Londres não vai seguir Washington.

Palestina reclama Jerusalém como a capital de seu futuro Estado e qualquer medida que exclua essa possibilidade acabaria com as negociações para a instauração da paz. Parece que Trump não consegue entender isto.

Durante sua campanha eleitoral o presidente dos Estados Unidos prometeu reconhecer Jerusalém como capital de Israel e não foi pouco o dinheiro que recebeu em troca de sua oferta. O multimilionário israelense Sheldon Adelson e sua mulher, donos de cassinos em Las Vegas, deram 80 milhões de dólares aos republicanos durante a campanha e outros 35 milhões especificamente para a eleição de Trump, além dos cinco milhões para organizar sua cerimônia de posse.

Algumas fontes indicam que Sheldon está pressionando Trump para que acelere o translado da embaixada para Jerusalém.

Chama a atenção que o presidente norte-americano toma esta decisão quando está atolado nas investigações sobre as irregularidades ocorridas nos pleitos que o levaram à Casa Branca, portanto, não se pode excluir que se trata de uma cortina de fumaça para desviar a atenção pública dentro e fora de seu país.

Não obstante, algumas reações foram taxativas: o presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan advertiu sobre possível ruptura de relações com Israel se os Estados Unidos mudam de fato sua embaixada para Jerusalém. Por sua vez, as autoridades palestinas consideram intolerável a decisão de Donald Trump e outras vozes alertam que enfurecerá os muçulmanos porque em Jerusalém há inúmeros lugares para eles sagrados.

O único que esfrega as mãos é o primeiro-ministro sionista Benjamin Netanyahu a quem uma guerra não viria mal para tampar os escândalos em se acha envolvido, sem esquecer, é claro, dos fabricantes e vendedores de armas que lucram com a morte.

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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