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Na sequência, as dez notícias nacionais mais relevantes de 2017

1.- No começo de janeiro de 2017, o Instituto Roosveldt Park dos EUA começou os ensaios clínicos da vacina contra o câncer de pulmão, criada pelo Centro de Imunologia Molecular de Cuba.

Único de seu tipo no mundo até agora, o medicamento cubano consegue parar o avanço do câncer de pulmão sem afetar a qualidade de vida dos pacientes. È fornecido grátis aos doentes em Cuba. A efetividade do novo medicamento também foi provada em países da América Latina e Europa.

2.- Em 12 de janeiro de 2017, representantes dos governos de Cuba e dos EUA assinaram Declaração Conjunta destinada a normalizar suas relações migratórias e garantir que a saída de cubanos seja segura e ordenada. A política pôs fim à chamada política de “pés secos, pés molhados”, que permitia aos cubanos obter a residência permanente nos Estados Unidos, mesmo se saíssem ilegalmente de Cuba.

3.- Em fevereiro de 2017, em Cuba foram aprovadas novas normas jurídicas em benefício das mães que trabalham. Também têm por objetivo enfrentar ao acelerado envelhecimento populacional e a baixa taxa de fecundidade no país. Estimular a natalidade e a incorporação, ou a volta da mulher ao trabalho são propósitos do Decreto-Lei número 339, o qual estabelece que as mães têm o direito de receber prestação social por maternidade e seu salário se voltarem a ocupar seus postos de trabalho antes da criança completar o primeiro ano de vida. O Decreto 339 se soma a outras leis destinadas a proteger a maternidade em Cuba, onde grávidas e crianças contam com atendimento médico especializado e os serviços de saúde e educação gratuitos para a população toda.

4.- Em 16 de junho de 2017, na cidade norte-americana de Miami, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump expôs sua política em relação a Cuba e assinou memorando que cancela avanços alcançados durante o mandato de Barack Obama. Donald Trump também derrogou a diretriz presidencial do governo anterior, encaminhada à normalização das relações com Cuba. Medidas que endurecem o bloqueio econômico contra Cuba e disposições para anular as relações existentes entre empresas comerciais e financeiras do país caribenho e os EUA são algumas das disposições aprovadas por Trump. O presidente norte-americano também restringiu as viagens dos cidadãos de seu país a esta Ilha.

Utilizando de pretexto supostos ataques sônicos que, segundo Washington, afetaram a saúde de membros de sua embaixada em Havana, o governo dos EUA retirou quase todo o seu staff da capital cubana. Em outubro, expulsou 15 diplomatas cubanos de Washington.

Vastos setores da sociedade e legisladores norte-americanos rejeitaram a política do presidente Donald Trump em relação a Cuba, porquanto o recuo prejudica a ambos os países da mesma maneira.

O Governo de Cuba manifestou seu desejo de continuar o diálogo com os EUA e a cooperação em temas de interesse para as duas partes, com base no respeito mútuo. Igualmente, reiterou que não haverá concessões quanto à sua soberania e independência para obter acordo com Washington.

5.- Em 08 de setembro de 2017 entrou em território cubano o furacão Irma, categoria cinco, a máxima na escala Saffir Simpson. Em seu trajeto pela costa norte de Cuba, seus fortes ventos atingiram 10 províncias do país. Camaguey, Ciego de Ávila, Sancti Spíritus e Villa Clara foram as mais castigadas.

O intenso furacão devastou escolas, fábricas, centros de saúde e hotéis. Danificou mais de 158 mil moradias, das quais 15 mil ficaram em ruínas.

Os estragos na agricultura e nos serviços de comunicação foram consideráveis. Os prejuízos no sistema elétrico nacional ultrapassam os 13 milhões de pesos.

Embora tivessem sido evacuados mais de um milhão de pessoas, dez morreram por desobedecerem as instruções da Defesa Civil.

O governo cubano alocou verbas para socorrer os danificados e iniciar imediatamente a restauração dos danos. Rapidamente, foi restabelecido o serviço de eletricidade, de água potável e telefone em boa parte da nação.

Venezuela, República Dominicana, Equador, China e Espanha enviaram ajuda solidária a Cuba.

6.- Em oito de outubro de 2017, pelo 50o aniversário do assassinato de Ernesto Che Guevarra, mais de 60 mil pessoas se congregaram na Praça da Revolução que leva seu nome na cidade cubana de Santa Clara, onde repousam os restos do Che e de seus companheiros da luta guerrilheira na Bolívia.

O presidente Raúl Castro colocou coroa de flores no mausoléu minutos antes de começar o ato de solenidade, no qual fez uso da palavra Miguel- Díaz Canel, primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, que realçou que o exemplo do Che perdura e se fortalece a cada dia, no mundo. Prova disso, são os atos de homenagem realizados em diferentes cantos do planeta.

Uma delegação de Cuba e milhares de estrangeiros foram até a esplanada de Vallegrande, na Bolívia, para se unirem ao presidente Evo Morales e ao povo boliviano e tributarem, juntos, homenagem a Ernesto Che Guevara, lenda de coragem e internacionalismo.

7.- Em 28 de outubro de 2017, durante encontro com cubanos residentes nos Estados Unidos, o chanceler de Cuba Bruno Rodriguez Parrilla anunciou quatro novas medidas migratórias, as quais vão ser aplicadas a partir de 2018:

Os emigrantes cubanos não vão precisar habilitar seu passaporte para viajar a Cuba. Os novos regulamentos também possibilitam a entrada em Cuba dos que saíram daqui ilegalmente. Não ampara os que deixaram o país através da Base Naval norte-americana de Guantánamo.

As mencionadas leis autorizam os cubanos residentes no exterior a entrarem e saírem de Cuba em iates. A Marina Turística Hemigway de Havana e a Marina Gaviota na praia de Varadero serão os lugares de operações até serem habilitados outros.

A partir de 1o de janeiro de 2018, os cubanos que vivem no exterior podem obter a cidadania cubana para seus filhos sem precisarem morar durante algum tempo em Cuba.

Os regulamentos migratórios de outubro passado se somam a outros aprovados por Cuba para fortalecer as relações com sua emigração, processo iniciado em 1978 pelo líder histórico da Revolução, Fidel Castro.

8.- Cuba obteve retumbante vitória a 1o de novembro passado quando a Assembleia Geral da ONU aprovou por 191 votos a favor uma Resolução que exorta os EUA a cessar o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a este país há mais de meio século.

Dos 193 países membros da organização internacional, só votaram contra Estados Unidos e Israel, este um ferrenho aliado de Washington. Não houve abstenções.

Pela 26a vez ficou em evidência a rejeição mundial ao assédio econômico contra Cuba que o atual presidente norte-americano Donald Trump endureceu com novas medidas.

Considerado “ato genocida” pela comunidade internacional, o bloqueio causou a Cuba prejuízos econômicos que montam em 822 bilhões 280 milhões de dólares. Este injusto sistema de sanções é a maior barreira para o desenvolvimento da nação caribenha.

9.- Em 25 de novembro passado foi recordado o primeiro aniversário da morte do líder revolucionário Fidel Castro.

Aos atos comemorativos realizados em numerosas nações do planeta, se somaram mensagens de recordação e gratidão a Fidel enviados a Cuba por chefes de Estado e de Governo, partidos políticos, associações de amizade e personalidades de diferentes setores da sociedade.

O concerto oferecido pelos estudantes na Universidade de Havana foi um dos atos culturais e políticos que se realizaram em Cuba ao longo de uma semana para homenagear Fidel cujo exemplo e legado inspira os que, em qualquer lugar do mundo, amam a paz, a justiça e o progresso.

10.- Em 2017, mais de oito milhões de cubanos foram convocados a participarem das eleições gerais para delegados municipais e provinciais do Poder Popular e deputados para o Parlamento.

De 26 de novembro a 3 de dezembro se realizou o primeiro turno dos pleitos, no qual foram eleitos 12.515 vereadores ou delegados municipais para a Assembleia Nacional do Poder Popular mediante voto secreto e direto da população.

Em 17 de dezembro, as assembleias municipais do Poder Popular foram constituídas em todo o país. Esta foi a primeira fase dos pleitos que vão concluir no mês de abril de 2018 com a eleição de delegados para as assembleias provinciais e deputados ao Parlamento, cargos estabelecidos para um período de cinco anos.

A Assembleia Nacional do Poder Popular ou Parlamento cubano elege entre os deputados o presidente da República e membros do Conselho de Estado.

Estas foram as 10 notícias nacionais mais relevantes de 2017.

 

Editado por Lorena Viñas Rodríguez
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