
Havana, 26 de março (RHC) Os países membros da ALBA-TCP rejeitaram categoricamente o anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% aos países que comprem petróleo da Venezuela.
A Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América -Tratado de Comércio dos Povos declarou em comunicado que tal medida viola as regras elementares do comércio internacional, pois gera um tratamento abertamente discriminatório em relação à República Bolivariana.
Declarou que a medida punitiva dos EUA tem o conhecido objetivo de “afetar sua renda nacional e a saúde de sua economia, gerando sofrimento entre a população”.
O bloco de integração da América Latina e do Caribe denunciou “a motivação absurda dessa medida de agressão econômica”, que busca justificar a criminalização e a estigmatização da população migrante venezuelana, promovendo a violação sistemática de seus direitos humanos.
Tudo isso, afirmou, está fora dos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e dos pactos internacionais sobre o respeito à população migrante.
A ALBA-TCP destacou que, seguindo o formato de agressões infundadas e ideologizadas, o governo dos Estados Unidos “está cometendo um novo ataque contra a Venezuela”, ao anunciar a imposição de medidas comerciais extorsivas.
Enfatizou que essas ações visam afetar o bom funcionamento da economia venezuelana, “com o objetivo claro de desestabilizar as instituições e a paz na nação irmã”.
A Aliança Bolivariana considerou esse contexto inadmissível e instou a comunidade internacional a condenar essa ação ilegal, criminosa e hostil do governo dos Estados Unidos.
Destacou que a ação não só ameaça o desenvolvimento e o bem-estar do povo venezuelano, “mas também constitui uma ameaça real para os povos de todos os países da América Latina e do Caribe”. (Fonte: Prensa Latina)