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Havana,25 de fevereiro (RHC) No âmbito da socialização que hoje promove Yacimientos de Litio Bolivianos, o gerente jurídico dessa empresa estatal, Pablo Nina, apresentou as exigências do contrato assinado com a empresa chinesa Hong Kong CBC.
Nina sustentou que, se essa empresa não conseguir obter carbonato de lítio para baterias, com 99,5% de pureza, nas duas plantas que instalará no Salar de Uyuni, terá que desmantelá-las e sair do país sem receber “um boliviano” do Estado.
Mas, além disso, “tem que haver uma recuperação de 80 por cento” no processamento de matérias-primas, declarou em entrevista à Rádio El Deber.
Explicou que esses parâmetros estão estipulados nos anexos técnicos, e caso a planta, após o teste de desempenho – período de estabilização de até três anos – não atenda a esses parâmetros, a empresa é obrigada a desmontar a planta.
Ressaltou que este é o “risco tecnológico” que a empresa chinesa corre porque pode ser que a planta não esteja adaptada às condições climáticas da Bolívia e ao tipo de salmoura que se encontra no Salar de Uyuni.