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Havana, 1º abril (RHC) Os Estados membros da ALBA-TCP exigiram aos Estados Unidos que mudassem já sua política hostil contra Cuba sem condições, segundo a Declaração do 25º Conselho Político do bloco, realizado em Caracas.
No texto divulgado, os Ministros das Relações Exteriores e as Altas Autoridades reiteraram o apelo da Assembleia Geral das Nações Unidas “para pôr um fim imediato ao bloqueio econômico, comercial e financeiro ilegal imposto pelos Estados Unidos” à Ilha há mais de seis décadas.
Afirmou que essa medida punitiva viola a Carta das Nações Unidas e o direito internacional, “tem um impacto prejudicial sobre os direitos humanos do povo cubano e é o principal obstáculo ao seu desenvolvimento”.
A Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América - Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP) também exigiu “a exclusão imediata de Cuba da lista arbitrária e unilateral de Estados que supostamente patrocinam o terrorismo”, elaborada pelo Departamento de Estado dos EUA.
Essa decisão, segundo o documento, “intensifica a níveis sem precedentes o cerco econômico contra Cuba, com graves consequências para sua população”.
Agradeceu e reconheceu os programas cubanos de cooperação médica, que “salvam inúmeras vidas e constituem um pilar muito importante dos sistemas de saúde” nos países da Aliança e em outros da região, ao mesmo tempo em que rejeitou as medidas administrativas e a pressão política impostas por Washington.
O bloco de integração da América Latina e do Caribe também exigiu o “levantamento imediato das medidas coercitivas unilaterais impostas contra os povos e governos da Nicarágua e da Venezuela”, em violação aos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.
Nesse sentido, reafirmou sua solidariedade com os governos e os povos de ambos os países em sua luta pela defesa da paz, da soberania e do desenvolvimento com justiça social.
O documento rejeitou a política dos Estados Unidos de “transformar terceiros países da América Latina e do Caribe em centros de recepção e internação de migrantes”, minando assim sua soberania e gerando preocupação na comunidade internacional devido ao impacto sobre os direitos humanos.
Nesse sentido, repudiou a manipulação política e midiática que justifica as deportações como solução para a crise migratória, encobrindo as verdadeiras causas estruturais do fenômeno.
ALBA-TCP expressou sua solidariedade com a Palestina e exigiu “o fim imediato da ocupação ilegal” de seus territórios e a escandalosa e indignante humilhação midiática, ignorando o sofrimento desse povo. E ratificou o reconhecimento de um Estado soberano com Jerusalém Oriental como capital. (Fonte: Prensa Latina)